segunda-feira, 7 de julho de 2008

Nem Coelo, Mas Gaia...

Gaia ou melhor a Terra ''la grandiosa'' mãe universal de todos os seres, seres desta terra malcuspida, sem nexo algum nesse nosso século vinte e um se assim pode-se dizer. Bem, foi ela quem nasceu imediatamente depois do Caos. Desposou, ou melhor, urinou ou até talvez fizeram-na que desentranhasse Urano ou melhor, o Céu, e assim ela se tornou a mãe dos deuses e dos gigantes e também dos deuses gigantes, tanto faz, tornou-se também mãe dos bens e dos males e aquela que cuspiu pernas à fora suas ‘crias’, as virtudes e os vícios.

Mas quando a fazem unir-se com o mar, ou melhor, Tártaro e Ponto, isso faz com que de cujas uniões os monstros que encerram todos os elementos surjam também de suas graciosas pernetas. E assim Gaia, a bendita (para alguns maldita infinita) Terra, que às vezes tomada pela Natureza, recebeu vários, vamos assim dizer, apelidos carinhosos de seus desentranhados, para não dizer fruto (para não me comprometer diante da religiosidade desses tempos), e entre esses apelidos ora cá e lá era assim chamada de Titéia, Ops, Telus, Vesta e até mesmo era chamada por suas crias de Cibele.


Cibele, nome comum hoje em dia, até porque na época dizia-se que o homem,e mulher também, que nascera da terra embebida d´água aquecida pelos raios do Sol, sua natureza participaria de todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda no seu seio, bem dizendo assim, que não só Cibele, homem ou mulher, entre outro tantos é mortal, e vai para o seio da terra, bem no meio, com todos os seus dejetos à sete palmos de onde outros irmão pisam.


Mas sem querer fugir para essa realidade, pós modernista em que vivemos e ficar assim à fazer essas comparações absurdas, amargurando tanto remorso e esbordoando as culpas de um hoje por meio de uma crendice não relevavel à tal. De qualquer forma, voltando à Gaia, na Mitologia, muitas vezes é considerado seres os quais não sabiam suas origens ou entre outra qualquer coisa sem origem era passado a ser então um membro entre os filhos da Terra, e assim também chamado.


Entre outras coisas não tão mensuráveis sobre a Terra é que ela é representada geralmente pela figura de uma mulher sentada num rochedo, as alegorias modernas descrevem-na sob os traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes Gaia aparece coroada de flores, tendo a seu lado o boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele.

Em um quadro de Lebrun, Gaia é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite dos seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares. E então, Telus deusa de Gaia, tomada pela própria Terra, é chamada de Mãe dos Deuses, Representa o solo fértil e também o fundamento sobre que repousam os elementos que se geram entre si. Diziam-na mulher do Sol ou do Céu, porque tanto a um como ao outro deve a sua fertilidade. Era representada como uma mulher corpulenta, com uma grande quantidade de peitos. Freqüentemente se confundem Telus e Terra com Cibele; e não é à toa.