sexta-feira, 6 de junho de 2008

Destino Noemi

Sobre o Destino, aquela divindade cega, inexorável e nascida da Noite e do Caos o qual não é nem a favor dos outros deuses, nem a favor dos homens. Faz com que todas as outras divindades estejam submetidas ao seu poder. Os céus, a terra, o mar e os infernos e tudo faziam parte do seu próprio império, o Destino faz o que bem entender, e o que resolver fazer ou o que faz é irrevogável, uma vez escrito, escrito para toda a eternidade.

Destino não tem pena, misericórdia, nem amor, não sente, simplesmente não é capaz de amar nem odiar algum ser e por isso esbanja sua própria fatalidade, a fatalidade o qual esfaqueia ao escrever o que bem entender do mundo.

E nem ao menos Júpiter, o mais poderoso dos deuses, não pôde aplacá-lo. Todavia, conceitua Homero de que o Destino de Aquiles e de Heitor é pesado na balança de Júpiter. E assim o Destino faz com que a suposta sorte do último, Heitor, o arrebate, e faz com que sua morte seja decretada, fazendo então Apolo retirar o apoio que lhe dispensara até então.

As leis do Destino eram escritas desde o princípio da criação, após a união da Noite e do Caos, em um lugar onde os deuses podiam consultá-las após seu nascimento. E é claro que como o Destino escreve, alguém havia de executar as suas ordem e aí entram as três Parcas encarregadas disso tudo. As três representam-no tendo sob os pés o globo terrestre, sob as estrelas com um cetro, e um símbolo do seu poder soberano.

Para mostrar que era inflexível, os antigos o representavam por uma roda que prende uma cadeia. No alto da roda uma grande pedra e embaixo duas cornucópias com pontas de azagaia. São as leis cegas do Destino que tornaram, por exemplo: Agamemnom, Clitemnestre, Jocasta, Édipo, Eteoclo, Polínice e até mesmo o Ninguém, meros culpados mortais, apesar de desejar que eles fossem virtuoso. Ou seja ninguém pode fugir à sua sorte ou ao seu Destino.

Mas vale ressaltar que não disse que não poderiam ver o que estava escrito. Pois os oráculos podiam entrever e revelar o que estava escrito no livro do Destino. Mas não o modifica-lo. Nem Coelo, nem Gaia podiam.

Noemi: Hebraico, significa suavidade, suave.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

De fluídos Eros à aversão Anteros!



Ao juntarmos O Caos, A Noite e O Érebo com a intervenção desses e de seus poderes divinos. Como as suas intervenções entrelaçando um quase amor entre si de toda a eternidade dos seus próprios elementos. Os três procriam-se e criam Eros e Anteros, gerados dos mesmos porém opostos e inimigos.

Eros em grego quer dizer que é anterior a toda antigüidade, é ele que inspira ou produz esta invisível simpatia entre os seres para os unir em outras procriações, é ele quem aproxima, une, mistura, multiplica, varia as espécies de animais, de vegetais, de minerais, de líquidos, de fluídos, indo além da natureza viva e animada, em uma palavra de toda a criação!

Ou seja Eros é o deus da união, onde nenhum outro ser pode furtar-se à sua influência ou à sua força, Eros é invencível! Entretanto, tem como adversário nesse mundo divino o Anteros, que é a antipatia, a sua aversão, onde é Anteros que separa, desune, desagrega! Anteros é salutar, forte e poderoso!

Tal como Eros, Anteros impede que se confundam os seres da natureza dessemelhante, onde uma vez que ele semeia em torno de si a discórdia e o ódio, e faz-se prejudicar toda a afinidade dos elementos, e isso faz com que ao menos a hostilidade que entre eles criem a cada um dos elementos os limites marcados e destarte a natureza de então não poder cair novamente no caos, não deixando assim (des)tornarem-se indefinidos novamente. Ou seja, opostos não se atraem, nem são amigos, e sim amam-se para crescer e fazer seus próprios papéis que é o papel do outro. E apenas por um simples querer do Destino.