segunda-feira, 2 de junho de 2008

De fluídos Eros à aversão Anteros!



Ao juntarmos O Caos, A Noite e O Érebo com a intervenção desses e de seus poderes divinos. Como as suas intervenções entrelaçando um quase amor entre si de toda a eternidade dos seus próprios elementos. Os três procriam-se e criam Eros e Anteros, gerados dos mesmos porém opostos e inimigos.

Eros em grego quer dizer que é anterior a toda antigüidade, é ele que inspira ou produz esta invisível simpatia entre os seres para os unir em outras procriações, é ele quem aproxima, une, mistura, multiplica, varia as espécies de animais, de vegetais, de minerais, de líquidos, de fluídos, indo além da natureza viva e animada, em uma palavra de toda a criação!

Ou seja Eros é o deus da união, onde nenhum outro ser pode furtar-se à sua influência ou à sua força, Eros é invencível! Entretanto, tem como adversário nesse mundo divino o Anteros, que é a antipatia, a sua aversão, onde é Anteros que separa, desune, desagrega! Anteros é salutar, forte e poderoso!

Tal como Eros, Anteros impede que se confundam os seres da natureza dessemelhante, onde uma vez que ele semeia em torno de si a discórdia e o ódio, e faz-se prejudicar toda a afinidade dos elementos, e isso faz com que ao menos a hostilidade que entre eles criem a cada um dos elementos os limites marcados e destarte a natureza de então não poder cair novamente no caos, não deixando assim (des)tornarem-se indefinidos novamente. Ou seja, opostos não se atraem, nem são amigos, e sim amam-se para crescer e fazer seus próprios papéis que é o papel do outro. E apenas por um simples querer do Destino.

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